Numa tarde de domingo vou fazer uma visita ao senhor
Israel, já de idade, sem muita vitalidade, mas com uma lucidez invejável. Um
senhor de mais de 80 anos, já cansado pela vida, mas com um sorriso no rosto e
uma alegria inexplicáveis. Dessa visita tirei algumas lições de vida, que compartilho
aqui no blog com você querido leitor.
Amigo do meu falecido avô, desde que o conheço o senhor
Israel professa uma fé que hoje consigo entender muito bem. Ele é um cristão na
melhor definição da palavra. Uma vida devotada à igreja, vivendo o Reino e
fazendo de sua fé em Jesus Cristo a única coisa que o sustenta, sua razão de
viver. É assim que descreveria a fé desse senhor.
E hoje à tarde, em apenas 1 hora conversando com ele,
pude perceber o que é chegar ao fim da vida tendo sua fé em Cristo firme como
uma rocha. Conversamos, rimos e fizemos algo que ele gosta muito: cantamos.
Sim, cantamos aquelas músicas sempre atuais dos velhos hinários cristãos,
cheios de composições permeadas por experiências pessoais vividas com um Deus
que se revela por meio da Bíblia. Me impressionei com a forma empolgada com a qual o senhor Israel cantava as canções que falavam da volta de Cristo. Cantava como se ela fosse acontecer a daqui a 2 horas. Só mesmo uma fé firmada na rocha pode fazer um homem ter tanta convicção.
Não foi a primeira vez que parei um tempinho pra cantar
com ele, mas dessa vez foi diferente, refleti sobre vida cristã
como nunca antes. E, em minhas reflexões, perguntei a mim mesmo se conseguiria
chegar a essa idade, já no fim da vida, mantendo uma fé tão vital, um amor tão
grande por Cristo e sua obra redentora na cruz.
Peço a Deus para que a minha fé seja sempre jovem e que
eu nunca perca o brilho no olhar, tendo a certeza de que ela, a fé, foi o
maior presente que recebi em toda a minha vida. Que Deus permita que todos os
dias voltemos ao primeiro amor, aquele que é visto nos olhos cansados do senhor
Israel quando canta os antigos hinos que marcaram sua trajetória na vida
cristã.
Os Evangelhos nos mostram que o centro do ministério de
Jesus era cumprir a vontade do Pai. Toda sua vida foi devotada a servi-lo com
amor, fazendo tudo conforme o plano de Deus, o Soberano. Uma das questões que
muito têm me trazido à reflexão nesses últimos dias é a questão do capital
envolvido na comunidade cristã, bem como a forma como ele é tratado em nossa
sociedade. O centro da sociedade da qual fazemos parte é o capital. Compra-se, vende-se,
tudo gira em torno do dinheiro. E é esse o ponto que quero destacar nos
ensinamentos do Mestre sobre a nossa vida.
Quero chamar sua atenção, leitor, para o que vemos em
Mateus 22.15-22, onde Jesus nos dá uma lição de vida e deixa bem claro que os
que ressuscitaram com Ele procuram as coisas que têm origem no alto (Cl 3.1-2)
e sabem diferenciar o que é para Deus e o que é dessa vida.
No trecho de Mateus em questão os enviados dos fariseus e
de Herodes, que tentavam incriminar Jesus usando as próprias palavras do
Mestre, vêm até Ele e lhe fazem uma pergunta: “É certo pagar impostos a Cesar
ou não?” (v. 17). É importante lembrar que essa pergunta foi feita com a intenção
de acusarem Jesus, dependendo da resposta, já que o mestre era visto como uma
ameaça para o sistema em questão. Vamos esclarecer um pouco mais o contexto da
época: a nação de Israel estava sofrendo sob o poder de Roma (Herodes era o governador
daquela localidade) e ao mesmo tempo os fariseus – Judeus – esperavam a vinda
de um Messias supostamente libertador político, que livraria Israel da tirania
do governo romano.
Agora, coloque-se no lugar de Jesus tendo dar uma resposta que
não comprometesse um lado nem o outro. Que resposta você daria? Sua resposta
seria evasiva? Você sairia sem responder à questão levantada pelos fariseus e
herodianos? A pergunta era uma, digamos, pegadinha, já que se respondesse que
não, correria o risco de ser preso como traidor de Roma, já se respondesse sim,
seria visto pelos judeus como apoiador do regime tirano, logo, não seria Jesus
o Messias prometido. Era uma questão difícil.
Continuando a leitura do capítulo você verá que a
resposta de Jesus é a mais surpreendente e profunda de todas. O Mestre pede que
a pessoa que lhe perguntou mostre a moeda que era usada pra pagar o imposto (1
denário¹). Agora Jesus pede que lhe digam de quem é a imagem que está na moeda
e a resposta óbvia é “de César”. Aí, então, Jesus aplica o golpe de misericórdia
respondendo da forma que só a própria sabedoria saberia responder: “Dêem a César
o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Jesus consegue com isso responder à
pergunta que tinha o objetivo de incriminá-lo e seus acusadores o deixam
admirados com sua sabedoria.
Vimos a maravilhosa sabedoria de Jesus em se desvencilhar
daqueles que procuravam lhe acusar de traidor, porém o mais impressionante é a
grande sabedoria contida na resposta de Jesus e que podemos aplicar à nossa
vida cristã. Vamos refletir sobre o “Dar a César o que é de César e a Deus o
que é de Deus”?
Quantas vezes nos vemos fazendo o contrário do ensinamento
de Jesus, ou seja, dando a César o que é de Deus e a Deus o que é de César?
Quando fazemos isso demonstramos que ainda não morremos para o mundo (Cl 3.1),
mas estamos vivendo de acordo com o sistema de valores deste século. E é
exatamente essa confusão que tem feito a igreja dos nossos dias perder sua
essência.
A igreja perde sua essência quando nós seus membros
membros achamos que por meio das contribuições financeiras conseguiremos
alcançar o favor de Deus sobre suas vidas e que por “darmos” a Deus ele é obrigado
a nos devolver em dobre ou 7 vezes mais, como se estivéssemos pagando um
tributo a um governante e cobrando de volta em saúde, saneamento, educação, etc.
A igreja perde sua essência quando em vez de entregar a sua vida a Deus,
entrega apenas os seus bens. Estamos passando por uma crise de identidade por
não sabermos fazer essa diferença. Precisamos entender que o nosso Deus não
precisa de moedas. Ele não deseja o nosso dinheiro, ele quer a nossa vida.
Em resumo, dar a Deus o que lhe é devido implica
dedicar-lhe não o seu dinheiro, mas principalmente o seu tempo. Dar a Deus o
que lhe é devido implica vivermos uma vida santa e de comunhão com o Eterno, fazendo
o que lhe agrada, buscando em primeiro lugar os Reino de Deus e sua Justiça e
tendo fé de que tudo do que precisamos para viver nos será concedido conforme
sua vontade. Que vivamos um cristianismo sem César.
Soli Deo Gloria
¹O denário - que você pode ver na imagem que ilustra esse
texto - era a moeda corrente no império romano e que correspondia a 1 dia de
trabalho. A palavra dinheiro deriva do daí.
Depois de muito tempo sem postar aqui no Blog do Ibrahim, cá estou de volta trazendo pra vocês mais um texto escrito depois de receber um vídeo do Abner Melanias, um amigo a quem tive a honra de conhecer através da internet. Mas antes de ler o texto, peço a sua atenção para o vídeo abaixo. Assista-o todo (se conseguir, é claro).
Sei que esse vídeo está sendo espalhado redes sociais afora e explorado por blogs cristãos, mas quero fazer uma abordagem diferente, como costumo fazer aqui no Blog do Ibrahim.
Tive acesso esse vídeo na sexta-feira passada através de um tweet do meu amigo Abner, que já foi citado no primeiro parágrafo desse texto. O Abner é um cara com o qual costumo trocar muitas ideias sobre achados musicais e, por vezes acabamos compartilhando algumas músicas, pois temos um gosto musical bastante parecido. E no momento em que vi esse vídeo, tive vontade de escrever sobre algo que me muito preocupa dentro da igreja: o cuidado com a música que produzimos.
Faço música na igreja desde os 5 anos de idade, e desde cedo, fui influenciado positivamente por caras que me ensinaram sobre o cuidado de fazer boa música e buscar ser o melhor que se pode ser. Como disse, já se vão mais de 20 anos convivendo com igreja e música, visitando igrejas, trocando ideia com músicos, aprendendo, vendo bizarrices e também tocando. Então, vamos ao que interessa.
Escrevo dessa vez, não pra falar das letras das canções, como das outras vezes, mas sobre a falta de zelo da liderança que permite que músicos ainda não preparados assumam tamanha responsabilidade. Aqui falo de preparação técnica e psicológica. Você que me lê deve considerar importante a função de um músico (e quando digo músico estou abrangendo toda a classe, ou seja, pessoas que trabalham com música). O músico na igreja, faz parte da liturgia pra servir à igreja e ajudá-la no louvor congregacional, como de costume. Portanto, não é uma tarefa fácil, tampouco menos importante. Assim, espera-se que as pessoas que as desenvolvam estejam minimamente preparadas para tal atividade.
O normal é darmos risadas das meninas que estão cantando ou dos músicos que não tomam nenhuma atitude diante da notória desafinação, que até mesmo quem nunca pegou num violão identifica. Mas agora, te convido a colocar-se no lugar da banda que você assistiu no vídeo e imaginar a super exposição que podem estar sofrendo por causa da desafinação completa durante toda a música. No Youtube o vídeo já passou das 15000 visualizações e não para de ser compartilhado e assistido. E não para por aí, o vídeo foi postado na conta da igreja da qual provavelmente a banda faz parte. Outra exposição é para o evangelho. Mas não uma exposição positiva, pois um não cristão que assiste a esse vídeo pode julgar a nós cristãos como relaxados com a arte que produzimos.
Acredite, sei do que estou falando, pois já visitei muitas igrejas nesses anos de evangelho e já presenciei muita coisas tristes como essa do vídeo.
A intenção com esse texto é despertar em você a atenção para a arte dentro da igreja. Temos criado guetos e não produzimos nada que seja relevante para transformação da nossa cultura. E isso se deve, principalmente, à falta de cuidado com a música e que produzimos em nossas igrejas. Instrumentos desafinados, músicos que não conhecem música, sem sensibilidade e sem humildade pra ouvir de outras pessoas em quê podem melhorar.
Acredite no que digo: a igreja deveria ser um celeiro de talentos e de boa arte, já que, como diz a Bíblia em cada cristão habita o Espírito de Deus, o mesmo Espírito que estava presente na Criação de todas as coisas. Esse Espírito que é a criatividade em máxima potência, deveria fazer com que fôssemos o supra-sumo da arte, mas não é o que vejo, pois somos relaxados com os talentos que Deus nos dá e deixamos a desejar com aquilo que Deus coloca em nossas mãos para fazermos.
Conselho para a liderança: invista nos músicos da sua igreja. Encoraje-os a estudar, a buscar aprimoramento. Cobre. Envolva-os. Dê responsabilidades a eles. Mostre a importância que tem um músico que produz boa música e que desenvolve bem o talento que tem.
Conselho para os músicos: seja humilde. Estude. Pratique. Ouça, ouça muito e de tudo. Engaje-se na sua função. Corresponda à responsabilidade que você recebeu. Influencie outras pessoas a buscarem conhecer mais sobre música.
Dessa forma, teremos cultos mais proveitosos, saudáveis e agradáveis, tanto para os nossos ouvidos, quanto para os ouvidos Daquele que nos chamou para louvar.
Se você é músico, te convido a mostrar esse texto para o seu pastor ou seu líder de ministério. Se você é pastor ou líder, mostre esse texto aos músicos da sua igreja. E vamos fazer o Reino crescer e espalhar pela Terra a verdadeira e agradável arte que aprendemos com o autor da vida.
Obs.: Esse texto foi escrito com pesar por alguém que ama a igreja e quer vê-la cada vez mais relevante, semeando o Reino de Deus aqui na Terra e glorificando a Deus em tudo o que faz.
Dia desses um grande amigo meu, com o qual cresci na igreja, me fez uma pergunta que levou-me a refletir sobre o propósito de sermos salvos e de vivermos nesse mundo negando a nossa própria natureza e seguindo os ensinamentos de Cristo. A pergunta foi a seguinte: "qual é o propósito de existirmos?"
Após pensar um pouco, respondi-lhe, contudo não fiquei satisfeito com a minha própria resposta, apesar de correta, e então resolvi parar para pensar um pouco mais sobre o assunto e desse "pensar" nasceu esse texto.
Há algum tempo li um livro chamado "O Guia do Mochileiro das Galáxias" no qual uma das grandes referências é uma pergunta feita no desenrolar da história e que todos vivem atrás de entender: "Qual o sentido para a vida, o universo e tudo mais?". Essa pergunta é bastante parecida com a pergunta que o meu amigo Názaro me fizera, e é a partir dela que busco respostas na Bíblia, já que a resposta (42) dada no "Guia" não é lá muito satisfatória.
Na Bíblia, Paulo falando a igreja de Éfeso expõe o plano de salvação e no decorrer da explicação diz o seguinte:
"Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória." Efésios 1:11-12
Paulo quer dizer aqui que o sentido da existência da humanidade é o louvor da glória do Deus soberano criador de todo o universo. E que nós, os salvos, fomos escolhidos e predestinados para isso, de acordo com a vontade de Deus. Pra nós que somos salvos, louvar a Deus não é uma obrigação, mas uma atitude de gratidão, é uma forma de demonstrarmos ao nosso criador que entendemos a razão de termos sido criados.
Durante o capítulo 1 da epístola aos Efésios Paulo fala 3 vezes sobre o "louvor da gória de Deus", nos versículos 6, 12 e 14. Em todos eles o apóstolo explica o nosso objetivo como salvos.
Em outra carta Paulo fala sobre o propósito da nossa existência (e até da nossa não existência), dessa vez vemos esse assunto sendo abordado pelo apóstolo na 2ª epístola aos Coríntios:
"Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor. Por isso, temos o propósito de lhe agradar, quer estejamos no corpo, quer o deixemos." 2 Coríntios 5:8-9
De acordo com o que Paulo escreve aos coríntios, o sentido do cristão, vivendo ou morrendo é agradar ao Deus soberano.
Agora, voltando a Efésios 1, podemos ver claramente que esse mistério - "qual o sentido da nossa existência" - não foi revelado a todas pessoas, mas apenas a quem está ligado a Cristo, em quem todas as coisas irão convergir na "dispensação da plenitude dos tempos", conforme Efésios 1:9 e 10.
"E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos."
Portanto, nós que somos salvos e que recebemos a revelação do propósito de Deus estabelecido em Cristo antes da fundação do mundo, somos convocados a viver para o louvor da glória de Deus. Assim, vivamos uma vida santa e agradável a Ele. Façamos de nossa vida um hino de louvor a gloriosa Graça do Deus que nos escolheu pra vivermos de acordo com o propósito da nossa criação.
E você, quer experimentar ter uma vida com propósito? É simples, basta unir-se a Cristo por meio da fé Nele e viver debaixo da gloriosa Graça do Deus soberano e Criador de todas as coisas, a quem todos nós, os santos entoamos honras e louvores,
Na carta aos Efésios, diferente de outras, o apóstolo dos gentios não menciona heresia ou erros quaisquer. Nessa carta, que apesar de pequena é riquíssima em doutrina, Paulo foi bem didático ao falar dos propósitos de Deus e da graça do Soberano. Seu objetivo era fazer com que os efésios (destinatários da carta) entendessem os propósitos divinos.
Hoje quero compartilhar com você um pouco sobre essa carta que é tão clara ao falar da graça, da salvação e dos propósitos de Deus para o homem. Eu não sei você, mas eu fico fascinado ao perceber por meio desse escrito de Paulo os dois atributos desse Deus a quem servimos: a justiça e a misericórdia. Então vamos aprender juntos? Convido você a abrir sua Bíblia e conferir nela se o que escrevo e comento está de acordo com as Escrituras Sagradas.
Redimidos pela graça
No capítulo 1 de Efésios, Paulo começa bendizendo a Deus, o Pai, pelas Bênçãos Espirituais que recebemos em Cristo e falando sobre a nossa eleição antes da criação do mundo. O apóstolo fala também sobre a nossa predestinação em amor e que essa predestinação não se baseou em nada mais que a vontade do Soberano, tendo como objetivo o "louvor de Sua gloriosa graça" (v. 6).
Continuando com a leitura, tive a minha atenção voltada para a palavra "redenção", vocábulo que, somente no capítulo 1, é mencionada duas vezes: nos versículos 7 e 14, os quais transcrevo e comento abaixo.
Começando pelo versículo 7:
"Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus," Efésios 1:7
A redenção era uma prática greco-romana que consistia na libertação de escravos mediante o pagamento de um resgate. Em termos da graça a redenção é a libertação da natureza pecaminosa. Essa libertação é baseada no pagamento de um preço e esse preço foi pago por Cristo, o redentor, aquele que morreu em lugar dos que devem ser redimidos tornando-os justificados diante de Deus, o Pai. E essa justificação é baseada na graça do próprio Deus.
A garantia da Redenção
No versículo 13 e 14 o apóstolo Paulo diz:
"Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória." Efésios 1:13-14
O apóstolo aqui fala que essa redenção será recebida por aqueles que ouviram a creram e que esses que creram receberam um selo - o Espírito Santo - e que este selo é a garantia de que os que pertencem a Deus terão sua redenção completada para glória do próprio Deus.
Outra versão do texto bíblico, a "Almeida Corrigida e Revisada Fiel" substitui a palavra "garantia" por "penhor", como transcrito abaixo:
"O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória." Efésios 1:14
Segundo a Wikipedia "penhor é direito real de garantia vinculado a uma algo móvel ou mobilizável. Genericamente, o penhor é qualquer objeto que garante o direito imaterial, não palpável (o penhor do trabalho é o dinheiro e da divida, é algo de valor, dado como garantia – não necessariamente bens móveis)."
Na Bíblia o vocábulo “Penhor” aparece 24 vezes e o seu sentido é de garantia geral de um direito não tangível.
Quando fomos encontrados pela graça de Deus recebemos em nós o Espírito Santo, e esse Espírito que passa a habitar em nós, os que somos de Deus, Ele é a garantia de que receberemos a redenção em Cristo na dispensação da plenitude dos tempos (Ef 1:10).